Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

De onde veio a ideia de usar animais para vender Guinness nos pubs e na tevê

Reprodução

Certamente você já viu em pubs e outros bares aqueles pôsteres da Guinness com a inusitada combinação de bichos e cerveja. A fórmula fez tanto sucesso que ser se tornou um clássico da stout irlandesa a ponto de inspirar vídeos de propaganda para a TV.

Os primeiros cartazes com essa temática são de 1935. A inspiração de usar animais para vender a cerveja surgiu quando o cartunista inglês John Gilroy, responsável pelas criações, assistiu a um espetáculo de circo. Quando o leão-marinho se apresentou com seus malabarismos com uma bola, o artista começou a imaginar se o animal seria esperto o suficiente para fazer o mesmo com uma garrafa de cerveja.

Não por acaso, o desajeitado mamífero serviu de ponto de partida para uma série que retratou muitas outras espécies.

Os tucanos, sem dúvida, foram os que tiveram maior fama e ganharam diversas versões – a mais clássica delas a que mostra as aves voando em formação de esquadrilha com um pint em seus bicos.

Mas a variedade é enorme: jacaré, tartaruga, urso, canguru, pelicano, leão, avestruz… Até um mico-leão foi homenageado.

Um coadjuvante sempre presente é o zelador do zoológico, em que Gilroy se autorretrata.

A fama dessas peças publicitárias foi tão grande que, nos anos 1950, a Guinness chegou a produzir três propagandas para a TV, ainda num período de transmissão sem cores, levando os cartazes para a tela, ainda que com menos poesia.

Os escolhidos foram o leão-marinho, o tucano, o avestruz e o canguru.

Abaixo trouxe para você esses quatro vídeos e, em seguida, uma galeria de alguns dos pôsteres clássicos da Guinness com animais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja mais

Posts relacionados:

Outra celebridade tem uma bebida para chamar de sua: o uísque da Beyoncé

Outra celebridade tem uma bebida para chamar de sua: o uísque da Beyoncé

Os astros internacionais do cinema e da música encontraram no mercado de bebidas alcoólicas mais um negócio lucrativo.

Tem o gim do Brad Pitt, o The Gardener; a tequila do George Clooney, a Casamigos; os coquetéis da Jennifer Lopes, a Delola; o rum do Bruno Mars, o SelvaRey…

Agora, acaba de ser lançado o uísque da Beyoncé: o SirDavis.

Vaga-lumes: o segredo para produzir um saquê especial

Vaga-lumes: o segredo para produzir um saquê especial

Um fabricante japonês de saquês encontrou na visita de vaga-lumes em sua fonte de água (sim, vaga-lumes) uma maneira de valorizar a pureza da sua bebida.

A premissa é que a limpeza da água é essencial tanto para os belos pirilampos como também para o saquê. E se eles aparecem, sinal que a água está límpida e vai dar aquele ‘up’ na milenar bebida japa, tornando-a única.

Por isso saquê Kataru Hotaru é produzido apenas nos anos em que vaga-lumes aparecem no rio Miyagawa, local de captação da água utilizada na fermentação.

Bom para malária! O aperitivo francês que quase todo mundo esqueceu

Bom para malária! O aperitivo francês que quase todo mundo esqueceu

Embora fora de moda, o aperitivo St Raphaël é uma daquelas bebidas tradicionais que merecem ser provadas ao menos uma vez.

Sua base é o mistelle, o mosto de uvas não fermentado temperado com álcool etílico potável e sem adição de sacarose ou outro adoçante – o que o faz ser uma espécie de vinho fortificado.

O ingrediente mais marcante são as cascas de quinquina, uma planta andina que contém a quinina, base do quinino, usado no tratamento da malária.

Gim premium japonês será produzido em destilaria neutra em carbono

Gim premium japonês será produzido em destilaria neutra em carbono

O cuidado em se alinhar com as preocupações ambientais começa, aos poucos, a aparecer na indústria de bebidas. A produtora japonesa do gim premium KI

Que vinho, que nada! A essência etílica da Argentina está na Hesperidina

Que vinho, que nada! A essência etílica da Argentina está na Hesperidina

Nada de vinho malbec ou misturar Fernet Branca com Coca-Cola. Entre o fim do século XIX e a primeira metade do século XX, a alma etílica de Buenos Aires atendia pelo nome de Hesperidina, um licor a base de laranjas amargas (Citrus aurantium), na mesma linha de um triple sec, mas só que mais suave e menos alcoólico.

Pouco conhecida fora da Argentina, ainda hoje é comercializada em supermercados e pequenas bodegas do país. Nem sempre é fácil de achar. A garrafa custa por volta de 40 reais.

A bebida foi criada em 1864 pelo imigrante americano Melville Sewell Bagley, que se estabeleceu em Buenos Aires em meio ao crescimento urbano e comercial da cidade. Inicialmente foi apresentada como um ‘bitter estomacal’, dentro de uma ideia comum à época de que as bebidas alcoólicas podiam fazer bem à saúde.