Assim como quase tudo no mundo, os botecos vão se tornar cada vez mais tecnológicos. A Heineken está explorando recursos de inteligência artificial para aprimorar a experiência dos bebedores de cerveja.
A iniciativa que mais tem chamado atenção é a Personalised Draught, desenvolvida pelo Heineken Studio, o laboratório de inovação da cervejaria holandesa, criado em 2025. A proposta é tirar 135 variedades diferentes da mesma torneira de chope.
A brincadeira começa no celular. O primeiro passo é responder a perguntas variadas sobre seus hábitos e preferências em um aplicativo, acionado por meio de um QR Code. De que tipo de música você gosta? Qual seu humor neste momento? Qual tipo de cerveja é sua preferida? Mais ou menos amarga? Com ou sem álcool?
A partir das respostas, uma aplicação de IA cruza as informações para propor um sabor personalizado. A chopeira high-tech, então, faz sua mágica a partir de combinações de componentes previamente preparados, armazenados em um sistema de barris integrados. Enfim, abracadabra, o atendente aciona a torneira e a bebida é servida, cremosa, com a cara do freguês, numa taça de vidro.
O projeto foi desenvolvido com a participação de mestres cervejeiros e de especialistas em pesquisa e desenvolvimento. A intenção é aproveitar os dados para investigar novas possibilidades de consumo e descobrir as preferências de diferentes perfis.
Tudo ainda é experimental. A chopeira com IA está disponível no Heineken Rooftop Bar, no último andar da Heineken Experience, em Amsterdã. A tecnologia circula por eventos em um caminhão promocional, o Heineken Studio Truck. O veículo esteve na França entre junho e julho e, nas próximas semanas, estará no circo da Fórmula 1, no México e em Las Vegas.
Além do Personalised Draught, outras novidades podem ser conferidas nessa espécie de food truck etílico. O Flavoured Foam Tops cria espumas de chope saborizadas (tem até de café!) com o objetivo de acrescentar sabores e texturas à bebida. Os Pilot Brews, por sua vez, são cervejas experimentais produzidas em lotes limitadíssimos, em que os mestres cervejeiros são incentivados a colocar a imaginação para funcionar. Até porque nem só de tecnologia vive o bar.