Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Até tu, Guinness? Chega aos pubs ingleses a versão sem álcool da stout irlandesa

As bebidas zero álcool, passo a passo, conquistam cada vez mais consumidores por toda a parte. É um caminho sem volta.

Marcas globais têm se dedicado e melhorar seus produtos e traçar estratégias para conquistar um público enorme, que engloba desde quem evita álcool por razões religiosas até os que não podem beber por questões médicas ou simplesmente aqueles que vão ter de pegar o carro depois de uma festa.

Até a conservadora e cautelosa Guinness acelerou seus planos. A Diageo, a dona na marca, anunciou no início de setembro que vai começar a distribuir o chope sem álcool da clássica cerveja para pubs de toda a Inglaterra, depois de ficar satisfeita com testes iniciais realizados em bares da Irlanda.

O site da empresa garante que o líquido tem o mesmo sabor suave, perfeitamente equilibrado e a cor escura única da Guinness.

A bebida, ainda de acordo com informações oficiais, tem os mesmos ingredientes (água, cevada, lúpulo e levedura). O processo de filtragem a frio remove cuidadosamente o álcool, sem ‘estresse térmico’, protegendo sua integridade e características de sabor e textura.

A intenção é também comercializar a Guiness 0.0 durante os jogos da Premier League, da primeira divisão do futebol da Inglaterra – a marca fechou um contrato de 4 anos com a liga para ser a Cerveja Oficial da Premier League e também a Cerveja Sem Álcool Oficial da Premier League. O objetivo nesta ação é incentivar o consumo responsável nos estádios.

O esporte tem sido um dos campos de batalha preferidos das cervejas livres de álcool.

A Corona Cero (com ‘c’ mesmo, em espanhol), por exemplo, se tornou uma das patrocinadoras oficiais dos Jogos Olímpicos até 2028, incluindo as competições em Los Angeles.

O Arsenal, clube da Premier League, foi atrás de um fornecedor oficial de cerveja sem álcool, passando a incluir a americana Athletic Brewing Company como sua patrocinadora oficial.

No Brasil, entre outras iniciativas, a cervejaria Heineken realizou em junho um evento no Parque Villa-Lobos para conectar a Heineken 0.0 com um público mais fitness. A ação de marketing incluiu treinos de corrida e de futebol.

A esperança agora é para que nenhuma cervejaria tenha a ‘genial’ idade de tirar de linha as versões alcoólicas que a gente tanto gosta.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja mais

Posts relacionados:

Grandes conhaques do mundo celebram os 175 anos da Harrods, de Londres

Grandes conhaques do mundo celebram os 175 anos da Harrods, de Londres

Duas das mais tradicionais (e melhores) casas de conhaque do mundo lançaram edições limitadas para celebrar os 175 anos da Harrods, a mais famosa loja de departamento de luxo de Londres.

Os presentes para os consumidores do varejista premium foram preparados pela Hennessy, fundada em 1765, e da Courvoisier, de 1835.

Ao lado da Martell (de 1715) e da Rémy Martin (de 1724), elas formam o clássico quarteto de destiladores de uva de Cognac, região localizada a cerca de 500 quilômetros de Paris.

Os desenhos espirituosos de Jaguar, o sociólogo dos botecos cariocas

Os desenhos espirituosos de Jaguar, o sociólogo dos botecos cariocas

O cartunista Jaguar está na lista dos brasileiros que melhor descrevem a cultura do bar e de boteco.

O melhor de tudo é que ele faz isso em texto e desenhos.

O Jaguar é um humorista carioca com rica carreira em veículos de comunicação, contribuindo para o Pif-Paf, do Millôr Fernandes, e ajudando a criar O Pasquim. Está com 92 anos.

Suas impressões sobre o que o compositor Abel Silva chamou um dia de ‘o descanso do lar’ estão reunidas no ótimo livro “Jaguar de Bar em Bar – Confesso que Bebi, Memórias de um Amnésico Alcoólico, lançado em 2001.

Em 158 páginas, o Jaguar traz suas lembranças sobre bares clássicos do Rio de Janeiro onde tomou um chopinho (ou bem mais do que isso), muitas vezes acompanhado por uma dose do digestivo alemão Underberg.

Que vinho, que nada! A essência etílica da Argentina está na Hesperidina

Que vinho, que nada! A essência etílica da Argentina está na Hesperidina

Nada de vinho malbec ou misturar Fernet Branca com Coca-Cola. Entre o fim do século XIX e a primeira metade do século XX, a alma etílica de Buenos Aires atendia pelo nome de Hesperidina, um licor a base de laranjas amargas (Citrus aurantium), na mesma linha de um triple sec, mas só que mais suave e menos alcoólico.

Pouco conhecida fora da Argentina, ainda hoje é comercializada em supermercados e pequenas bodegas do país. Nem sempre é fácil de achar. A garrafa custa por volta de 40 reais.

A bebida foi criada em 1864 pelo imigrante americano Melville Sewell Bagley, que se estabeleceu em Buenos Aires em meio ao crescimento urbano e comercial da cidade. Inicialmente foi apresentada como um ‘bitter estomacal’, dentro de uma ideia comum à época de que as bebidas alcoólicas podiam fazer bem à saúde.

O dia em que uma caipirinha curou a ressaca de Sherlock Holmes

O dia em que uma caipirinha curou a ressaca de Sherlock Holmes

Há algumas versões sobre a origem da caipirinha, patrimônio nacional dos coquetéis.

A mais confiável é a do historiador, sociólogo e folclorista potiguar Câmara Cascudo que a bebida foi criada pelos fazendeiros de café do interior de São Paulo como um drinque para festas de alto padrão.

Apesar da origem nas classes mais abastadas, a receita se popularizou por outras regiões do estado por causa do baixo custo e da facilidade de s encontrar os ingredientes.

No fim do século XIX era a bebida paulista símbolo, antes mesmo de começar a consumida em outras regiões do país – e talvez daqui dê para puxar o fio da meada do nome pelo qual ficou conhecida.

Outra celebridade tem uma bebida para chamar de sua: o uísque da Beyoncé

Outra celebridade tem uma bebida para chamar de sua: o uísque da Beyoncé

Os astros internacionais do cinema e da música encontraram no mercado de bebidas alcoólicas mais um negócio lucrativo.

Tem o gim do Brad Pitt, o The Gardener; a tequila do George Clooney, a Casamigos; os coquetéis da Jennifer Lopes, a Delola; o rum do Bruno Mars, o SelvaRey…

Agora, acaba de ser lançado o uísque da Beyoncé: o SirDavis.