Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Malbec francês prepara sua volta à mais alta prateleira dos vinhos de luxo

Uva Malbec do Château de Haute-Serre

Tudo indica que um malbec francês, enfim, voltará a ser vendido pela Place de Bordeaux, a mais prestigiada e antiga rede de distribuidores de vinhos de luxo do mundo.

O site especializado The Drink Businness anunciou a intenção da produtora Maison Georges Vigouroux, da região de Cahors, de apresentar seu rótulo Château de Haute-Serre Grand Malbec 2022 aos comerciantes mais importantes do mercado em setembro.

Será a primeira vez que uma bebida feita com uvas dessa variedade produzidas na França será vendida na prateleira mais alta do negócio de vinhos finos desde que a praga phylloxera dizimou os vinhedos franceses há quase 200 anos.

Ser comercializado pela Place de Bourdeaux representa uma honra da indústria vinícola. É como chegar a uma final da Copa do Mundo. Para alcançar esse privilégio, tanto o vinho como a vinícola precisam conquistar pontuações altas nas análises de críticos internacionais, ter uma reputação impecável e safras consistentes em seus terroirs.

A notícia representa uma volta às origens. Embora seja sinônimo de vinho argentino atualmente (aliás, há quatro vinícolas hermanas na Place de Bordeuax), a uva malbec nasceu na França, justamente nos arredores da cidade de Cahors, a pouco mais de 200 quilômetros da clássica Bordeaux.

A uva é tão francesa que é uma das seis cepas autorizadas para compor os vinhos de denominação de origem controlada de Bordeaux, terra de alguns dos melhores e mais caros vinhos do mundo (as outras são Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot e Carménère).

Os esforços para recolocar o malbec de Cahors no topo começaram no final dos anos 1980 quando Bertrand-Gabriel Vigouroux, da quarta geração de proprietários da vinícola, decidiu replantar parte do vinhedo.

Seus produtores também reduziram o tamanho dos tanques de produção, para melhorar o controle de qualidade, e acertaram o tempo de envelhecimento entre barris de carvalhos novos e usados, para buscar um maior potencial da bebida.

Obviamente que todo cuidado tem seu preço. Atualmente, ainda sem a aprovação oficial da Place de Bordeuax, a garrafa de um malbec do Château de Haute-Serre de safras anteriores pode ultrapassar os 1.500 reais.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Veja mais

Posts relacionados:

Gim premium japonês será produzido em destilaria neutra em carbono

Gim premium japonês será produzido em destilaria neutra em carbono

O cuidado em se alinhar com as preocupações ambientais começa, aos poucos, a aparecer na indústria de bebidas. A produtora japonesa do gim premium KI

Um rótulo personalizado por IA para deixar seu Blue Label ainda mais exclusivo

Um rótulo personalizado por IA para deixar seu Blue Label ainda mais exclusivo

O uísque Johnnie Walker preparou algo especial para os fãs da marca que visitarem seu espaço imersivo na Princes Street, em Edimburgo, na Escócia, agora em agosto.

Alguns deles terão a chance de utilizar a inteligência artificial para personalizar sua garrafa de Blue Label, a partir de obras de Scott Naismith, premiado artista plástico escocês.

A brincadeira vai funcionar assim. Os participantes respondem a 3 perguntas simples sobre sua relação com Johnnie Walker e um computador vai gerar uma imagem única, que será impressa logo em seguida.

Absolut celebra o ícone da pop art americano Keith Haring em garrafa comemorativa

Absolut celebra o ícone da pop art americano Keith Haring em garrafa comemorativa

Os colecionadores vão adorar. A Absolut lançou no início do mês mais uma de suas aguardadas garrafas comemorativas. O homenageando da vez é o ícone da pop art americano Keith Haring.

A nova embalagem inspirada em uma das quatro litografias que o artista fez para a marca em 1986, em vibrantes amarelo e vermelho. Haring foi a segunda celebridade escolhida pela Absolut a fazer arte a partir de sua garrafa – o primeiro foi Andy Warhol, que o indicou e foi tema de um recipiente de edição limitada lançado no ano passado.

Pronto: uísque com gelo redondo. E tem outros formatos, se preferir.

Pronto: uísque com gelo redondo. E tem outros formatos, se preferir.

O detetive Conrad convivia com um constante contratempo nas páginas no livro O Jardim do Diabo, o primeiro romance do escritor Luis Fernando Veríssimo (que, diga-se de passagem, contava com os inspetores Macieira e Henessy, como os conhaques).

A única bebida que ele aceitava tomar era o clássico uísque escocês Glenvilet com gelo redondo. O scotch ele até encontrava nos bares onde circulava, entre Londres ou Nova York. Só que o gelo redondo era bem mais raro.

Entrou água no chope do Festival Brasileiro da Cerveja

Entrou água no chope do Festival Brasileiro da Cerveja

Um dos principais eventos nacionais do mercado de microcervejarias vive um daqueles impasses que seriam cômicos, se não fossem trágicos: o Festival Brasileiro de Cerveja está sendo anunciado com o mesmo nome para as mesmas datas e horários, em duas cidades diferentes.

Estamos falando de uma festa grande. Neste ano atraiu, em março, mais de 30 mil pessoas para experimentar bebidas de quase uma centena de fábricas de todo o Brasil em Blumenau (SC), no mesmo espaço em que ocorre, em outubro, a tradicional Oktoberfest. O Concurso Brasileiro de Cervejas, que acontece simultaneamente, recebeu inscrições de 567 cervejarias de 21 Estados